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http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/40750| Título: | O paradoxo da resiliência: como a resposta a desastres limita a transformação urbana no Paraná |
| Título(s) alternativo(s): | The resilience paradox: how disaster response limits urban transformation in Paraná |
| Autor(es): | Lima, Leandro Cavalcante |
| Orientador(es): | Lima, Isaura Alberton de |
| Palavras-chave: | Defesa civil Catástrofes naturais Resiliência (Ecologia) Planejamento urbano - Paraná Administração pública Mudanças climáticas - Política governamental Civil defense Environmental disasters Resilience (Ecology) City planning - Paraná (Brazil) Public administration Climatic changes - Government policy |
| Data do documento: | 31-Mar-2026 |
| Editor: | Universidade Tecnológica Federal do Paraná |
| Câmpus: | Curitiba |
| Citação: | LIMA, Leandro Cavalcante. O paradoxo da resiliência: como a resposta a desastres limita a transformação urbana no Paraná. 2026. Dissertação (Mestrado em Planejamento e Governança Pública) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2026. |
| Resumo: | A dissertação investiga de que maneira a estratégia de regionalização da Defesa Civil do Paraná limita a construção de cidades resilientes, ao priorizar um paradigma centrado na resposta a desastres. Parte-se do contexto da emergência climática e da intensificação de eventos extremos, que ampliam vulnerabilidades socioambientais, sobretudo no Sul Global. Fundamenta-se na teoria da resiliência socioecológica, conforme C. S. Holling, Carl Folke e Brian Walker, e na concepção de resiliência urbana de Sara Meerow, que articula adaptação e transformabilidade em sistemas socioecológicos complexos. A pesquisa identifica que o risco climático-cumulativo intensificado no Sul Global impõe desafios desproporcionais a territórios como o Paraná, onde desastres hidrometeorológicos apresentam crescimento significativo nas últimas décadas. Utilizando estudo de caso único da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil do Paraná, análise de conteúdo de 37 documentos normativos (1972–2025) e triangulação com dados institucionais, demonstra-se que a regionalização da Defesa Civil resultou em uma estrutura robusta de comando, articulação e resposta logística, apoiada em instrumentos como o Sistema Informatizado de Defesa Civil, planos de contingência, Núcleos de Atuação Regional e programas de simulação. Entretanto, a ênfase operacional e a persistência de uma cultura organizacional militarizada dificultam a internalização de capacidades adaptativas e transformadoras essenciais à resiliência urbana, como governança policêntrica, gestão de variáveis lentas, participação social significativa, aprendizagem institucional e integração com o planejamento urbano. Os achados confirmam o paradoxo identificado pela literatura brasileira. Embora o discurso normativo pós 2012 incorpore prevenção e resiliência, as práticas permanecem centradas na resposta, possivelmente reforçando ciclos de vulnerabilidade e dependência municipal. Os dados sugeriram a hipótese de um processo de modernização conservadora, dominado por resiliência de engenharia, no qual a instituição aperfeiçoou a eficiência logística e financeira para a pronta resposta e recuperação do status quo pós-evento. Conclui-se que a regionalização, apesar de incrementar a eficiência para coordenação e pronta resposta, pode atuar paradoxalmente como barreira institucional à resiliência transformadora quando não conecta suas funções à superação das causas-raiz das vulnerabilidades socioambientais. O estudo sugere a evolução para uma governança adaptativa que integre a participação social e o planejamento urbano na redução proativa de vulnerabilidades estruturais. Recomendando que a política estadual avance para uma governança multiescalar capaz de articular prevenção, adaptação e transformação territorial. |
| Abstract: | This thesis investigates how the regionalization strategy of the Paraná Civil Defense limits the construction of resilient cities by prioritizing a disaster response-centered paradigm. It is situated within the context of climate emergencies and the intensification of extreme events, which amplify socio-environmental vulnerabilities, particularly in the Global South. The study is grounded in the theory of socio-ecological resilience, as per C. S. Holling, Carl Folke, and Brian Walker, and the concept of urban resilience by Sara Meerow, which articulates adaptation and transformability within complex socioecological systems. The research identifies that the intensified cumulative-climate risk in the Global South imposes disproportionate challenges on territories such as Paraná, where hydrometeorological disasters have shown significant growth in recent decades. Using a single case study of the State Coordination of Civil Defense of Paraná, content analysis of 37 regulatory documents (1972–2025), and triangulation with institutional data, the study demonstrates that the regionalization of Civil Defense resulted in a robust structure of command, articulation, and logistical response, supported by instruments such as the Computerized Civil Defense System, contingency plans, Regional Action Centers, and simulation programs. However, the operational emphasis and the persistence of a militarized organizational culture hinder the internalization of adaptive and transformative capacities essential to urban resilience, such as polycentric governance, management of slow variables, meaningful social participation, institutional learning, and integration with urban planning. The findings confirm the paradox identified in Brazilian literature: although the post-2012 regulatory discourse incorporates prevention and resilience, practices remain focused on response, potentially reinforcing cycles of vulnerability and municipal dependence. The data suggested the hypothesis of a “conservative modernization” process, dominated by engineering resilience, in which the institution perfected logistical and financial efficiency for prompt response and post-event status quo recovery. It is concluded that regionalization, despite increasing efficiency for coordination and rapid response, may paradoxically act as an institutional barrier to transformative resilience when it fails to link its functions to overcoming the root causes of socio-environmental vulnerabilities. The study suggests an evolution toward adaptive governance that integrates social participation and urban planning into the proactive reduction of structural vulnerabilities, recommending that state policy advance toward multiscale governance capable of articulating prevention, adaptation, and territorial transformation. |
| Descrição: | Acompanha: O paradoxo da resiliência: integrando a prontidão operacional à gestão das vulnerabilidades urbanas no Paraná |
| URI: | http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/40750 |
| Aparece nas coleções: | CT - Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Governança Pública |
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