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http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/40352| Título: | Dinâmica de carboidratos na dormência de macieiras cultivadas em diferentes ambientes de inverno ameno |
| Título(s) alternativo(s): | Carbohydrate dynamics in apple tree dormancy under different mild winter conditions |
| Autor(es): | Suchoronczek, Adriano |
| Orientador(es): | Citadin, Idemir |
| Palavras-chave: | Aclimatação (Plantas) Sacarose Amido Fisiologia vegetal Sorbitol Acclimatization (Plants) Sucrose Starch Plant physiology |
| Data do documento: | 26-Jan-2026 |
| Editor: | Universidade Tecnológica Federal do Paraná |
| Câmpus: | Pato Branco |
| Citação: | SUCHORONCZEK, Adriano. Dinâmica de carboidratos na dormência de macieiras cultivadas em diferentes ambientes de inverno ameno. 2026. Tese (Doutorado em Agronomia) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Pato Branco, 2026. |
| Resumo: | O cultivo da macieira em regiões de inverno ameno apresenta desafios crescentes, sobretudo pela dificuldade de entendimento das respostas associadas à entrada e saída da dormência que impactam a fisiologia reprodutiva e vegetativa nos diferentes ciclos da cultura, em função da maior frequência de veranicos e oscilações térmicas durante o período hibernal. A insuficiência de acúmulo de frio e a ocorrência de flutuações de temperatura ao longo do período hibernal alteram processos bioquímicos. Nesse contexto, os carboidratos não estruturais desempenham papel central na resiliência das plantas durante o inverno e no suprimento de energia e carbono para a retomada do crescimento na primavera, mas sua dinâmica em condições de inverno ameno ainda é pouco compreendida. Assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a dinâmica de carboidratos e sua relação com a dormência e resistência ao frio em dois locais de inverno ameno. De abril a outubro foi realizada a coleta de ramos (brindilas) e esporões das cultivares de macieira Galaxy e Fuji Suprema em dois pomares comerciais, localizados no município de Palmas-PR. O primeiro, pomar Lovo, possui acúmulo médio de 56,4 porções de frio, já o pomar Horizonte apresentou acúmulo médio de 63,72 porções de frio. Os tecidos foram fracionados em gema, casca, lenho, base de esporão e gema de esporão, e analisados quanto aos teores de glicose, frutose, sorbitol, sacarose, rafinose e amido. A dinâmica de carboidratos observada diferiu do padrão clássico descrito para climas temperados, com menor queda relativa nos teores de amido, menor amplitude de variação de carboidratos solúveis em alguns anos e ausência de ressíntese robusta de amido na fase final de dormência. Houve redução progressiva do amido ao longo do inverno, acompanhada pelo acúmulo de carboidratos solúveis, em especial rafinose, sacarose e sorbitol, e posterior decréscimo próximo à brotação, com magnitudes e temporalidades distintas entre tecidos, cultivares, ambientes e anos. Também foram identificadas relações consistentes entre as temperaturas médias anteriores às coletas e a dinâmica dos carboidratos. As hexoses mantiveram-se em níveis baixos durante a maior parte da dormência e não apresentaram relação consistente com a resistência ao frio em condições de inverno ameno, associando-se principalmente à fase de pré‑brotação. Houve correlações significativas entre os teores de rafinose, sacarose e sorbitol e a resistência ao frio (TL50), com maior magnitude e consistência para a rafinose em todos os tecidos avaliados. O máximo de resistência ao frio ocorreu após o pico de acúmulo de rafinose, enquanto a sacarose atingiu seu máximo próximo ao TL50 mínimo, indicando papéis complementares desses açúcares na aquisição e manutenção da tolerância ao frio. Em contrapartida, em situações de ondas de calor durante o inverno, as alterações nos teores de carboidratos foram menos pronunciadas e mais lentas em comparação à rápida perda de resistência ao frio, evidenciando que, sob inverno ameno, a aclimatação e a desaclimatação são mais responsivas à temperatura do que à dinâmica imediata de carboidratos não estruturais (CNE), e que esses processos nem sempre são rigidamente sincronizados. |
| Abstract: | Apple cultivation in regions with mild winters faces increasing challenges, particularly due to the difficulty in understanding the responses associated with the onset and release of dormancy, which affect both reproductive and vegetative physiology across different crop cycles, as a result of the higher frequency of warm spells and thermal fluctuations during the winter period. Insufficient chill accumulation and the occurrence of temperature fluctuations throughout the winter alter biochemical processes. In this context, non-structural carbohydrates play a central role in plant resilience during winter and in supplying energy and carbon for growth resumption in spring; however, their dynamics under mild winter conditions remain poorly understood. Thus, the objective of this study was to evaluate carbohydrate dynamics and their relationship with dormancy and cold hardiness at two locations characterized by mild winters. From April to October, shoots (current-season shoots) and spurs of the apple cultivars Galaxy and Fuji Suprema were collected in two commercial orchards located in the municipality of Palmas, Paraná State, Brazil. The first, Lovo orchard, had an average accumulation of 56.4 chill portions, whereas the Horizonte orchard presented an average of 63.72 chill portions. Tissues were fractionated into bud, bark, wood, spur base, and spur bud, and analyzed for glucose, fructose, sorbitol, sucrose, raffinose, and starch contents. The observed carbohydrate dynamics differed from the classical pattern described for temperate climates, showing a smaller relative decrease in starch content, lower amplitude of variation in soluble carbohydrates in some years, and the absence of robust starch resynthesis at the final stage of dormancy. There was a progressive reduction in starch throughout winter, accompanied by the accumulation of soluble carbohydrates, especially raffinose, sucrose, and sorbitol, followed by a decrease near budbreak, with distinct magnitudes and temporal patterns among tissues, cultivars, environments, and years. Consistent relationships were also identified between mean temperatures prior to sampling and carbohydrate dynamics. Hexoses remained at low levels during most of the dormancy period and did not show a consistent relationship with cold hardiness under mild winter conditions, being mainly associated with the pre-budbreak phase. Significant negative correlations were observed between raffinose, sucrose, and sorbitol contents and cold hardiness (TL50), with greater strength and consistency for raffinose across all evaluated tissues. Maximum cold hardiness occurred after the peak accumulation of raffinose, whereas sucrose reached its maximum near the minimum TL50, indicating complementary roles of these sugars in the acquisition and maintenance of cold tolerance. Conversely, during winter heat waves, changes in carbohydrate levels were less pronounced and slower compared to the rapid loss of cold hardiness, indicating that under mild winter conditions, acclimation and deacclimation are more responsive to temperature than to the immediate dynamics of non-structural carbohydrates (NSC), and that these processes are not always tightly synchronized. |
| URI: | http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/40352 |
| Aparece nas coleções: | PB - Programa de Pós-Graduação em Agronomia |
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