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http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/39639| Título: | Produtos naturais derivados de plantas: controle de plantas daninhas em pré e pós-emergência e atividade de enzimas antioxidantes |
| Título(s) alternativo(s): | Natural plant-derived products: pre- and post-emergence weed control and antioxidant enzyme activity |
| Autor(es): | Alves, Dielly Mayara Comelli |
| Orientador(es): | Trezzi, Michelangelo Muzell |
| Palavras-chave: | Herbicidas Produtos naturais Ervas daninhas - Controle Estresse oxidativo Herbicides Natural products Weeds - Control Oxidative stress |
| Data do documento: | 12-Fev-2026 |
| Editor: | Universidade Tecnológica Federal do Paraná |
| Câmpus: | Pato Branco |
| Citação: | ALVES, Dielly Mayara Comelli. Produtos naturais derivados de plantas: controle de plantas daninhas em pré e pós-emergência e atividade de enzimas antioxidantes. 2026. Dissertação (Mestrado em Agronomia) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Pato Branco, 2026. |
| Resumo: | As plantas daninhas limitam a quantidade e qualidade da produção agrícola, e seu manejo constitui um dos principais desafios da agricultura, tanto em sistemas orgânicos e agroecológicos quanto nos convencionais. O uso intensivo de herbicidas sintéticos em sistemas convencionais tem sido amplamente questionado devido aos impactos ambientais, à saúde humana e à seleção de biótipos resistentes. Nesse contexto, produtos naturais com potencial bioherbicida surgem como alternativas promissoras para estratégias de manejo mais sustentáveis. O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial bioherbicida de diferentes proporções de doses (0,00x; 0,15x; 0,30x; 0,56x; 1,00x; 1,64x; 2,43x) de óleo de Pinus sylvestris L., terpeno de Pinus spp., D-limoneno e óleo essencial de Eucalyptus globulus Labill. aplicados em pré e pós-emergência sobre corda-de-viola, picão-preto, leiteiro e papuã, bem como investigar respostas fisiológicas associadas ao estresse oxidativo. Os produtos foram caracterizados quimicamente por GC-MS e avaliados quanto à compatibilidade com os adjuvantes TW80 e SP80. Foram conduzidos experimentos em casa de vegetação para o desenvolvimento de curvas de dose-resposta, avaliando-se o percentual de emergência e os níveis de controle, respectivamente em pré e pós-emergência. Também foram avaliadas a altura de plantas (cm), o número de folhas por planta e a biomassa seca da parte aérea e de raízes (g). As avaliações em pré-emergência foram realizadas entre 14 e 35 dias após a aplicação (DAA), e em pós-emergência entre 3 e 21 DAA. Adicionalmente, investigou-se a resposta das enzimas superóxido dismutase (SOD) e ascorbato peroxidase (APX) após a aplicação de doses contrastantes dos produtos naturais. De modo geral, os tratamentos resultaram em respostas variadas. Em pré-emergência, destacaram-se o óleo de pinus e o terpeno de pinus, que promoveram reduções expressivas na emergência e no crescimento das espécies dicotiledôneas, enquanto o papuã apresentou menor sensibilidade, com efeitos expressivos apenas para o terpeno de pinus. Em pós-emergência, as proporções de 1,64x e 2,43x do óleo de pinus atingiram controle satisfatório (≥ 80%) de picão-preto até a última avaliação, e do leiteiro até 14 DAA, seguido de recuperação por rebrote. O terpeno de pinus se destacou no controle do papuã, com 2,43x resultando na morte das plantas a partir de 7 DAA. As maiores doses de D-limoneno apresentaram controle satisfatório apenas em avaliações pontuais para leiteiro e papuã. Nenhum produto natural proporcionou controle eficiente da corda-de-viola, apesar das reduções nas variáveis de crescimento. O óleo essencial de eucalipto foi o produto menos fitotóxico, não atingindo controle eficiente em nenhuma avaliação. A análise da atividade da SOD e da APX sugere associação entre o estresse oxidativo induzido pelos produtos naturais e os efeitos fitotóxicos observados. O aumento da atividade enzimática esteve relacionado à maior tolerância das plantas aos produtos naturais, enquanto sua redução foi associada a danos celulares. Conclui-se que os produtos naturais avaliados apresentam potencial para uso como bioherbicidas no manejo de plantas daninhas, desde que consideradas a formulação adequada, a dose utilizada e a espécie-alvo. Estudos futuros são recomendados para avaliar aplicações sequenciais em pré e pós-emergência, bem como aplicações repetidas em pós-emergência com doses reduzidas. |
| Abstract: | Weeds limit both the quantity and quality of agricultural production, and their management represents one of the main challenges in agriculture, whether in organic and agroecological systems or in conventional ones. The intensive use of synthetic herbicides in conventional systems has been widely questioned due to environmental and human health impacts, as well as the selection of resistant biotypes. In this context, natural products with bioherbicidal potential have emerged as promising alternatives for more sustainable management strategies. The objective of this study was to evaluate the bioherbicidal potential of different dose proportions (0.00x; 0.15x; 0.30x; 0.56x; 1.00x; 1.64x; 2.43x) of Pinus sylvestris L. oil, Pinus spp. terpene, D-limonene, and Eucalyptus globulus Labill. essential oil applied in pre- and post-emergence on morning glory, hairy beggarticks, wild poinsettia, and Alexandergrass, as well as to investigate physiological responses associated with oxidative stress. The products were chemically characterized by GC-MS and evaluated for compatibility with the adjuvants TW80 and SP80. Greenhouse experiments were conducted to develop dose–response curves, assessing emergence percentage and control levels in pre- and post-emergence, respectively. Plant height (cm), number of leaves per plant, and shoot and root dry biomass (g) were also evaluated. Pre-emergence assessments were carried out between 14 and 35 days after application (DAA), and post-emergence assessments between 3 and 21 DAA. Additionally, the response of the enzymes superoxide dismutase (SOD) and ascorbate peroxidase (APX) was investigated after the application of contrasting doses of the natural products. Overall, treatments resulted in variable responses. In pre-emergence, pine oil and pine terpene stood out, promoting significant reductions in emergence and growth of the dicotyledonous species, whereas Alexandergrass showed lower sensitivity, with marked effects only for pine terpene. In post-emergence, the 1.64x and 2.43x proportions of pine oil achieved satisfactory control (≥ 80%) of hairy beggarticks until the last evaluation and of wild poinsettia up to 14 DAA, followed by recovery through regrowth. Pine terpene was particularly effective in controlling Alexandergrass, with the 2.43x dose resulting in plant death from 7 DAA onward. The highest doses of D-limonene provided satisfactory control only at specific evaluation times for wild poinsettia and Alexandergrass. None of the natural products provided efficient control of morning glory, despite reductions in growth variables. Eucalyptus essential oil was the least phytotoxic product, failing to achieve effective control in any evaluation. The analysis of SOD and APX activity suggests an association between oxidative stress induced by the natural products and the observed phytotoxic effects. Increased enzymatic activity was related to greater plant tolerance to the natural products, whereas reduced activity was associated with cellular damage. It is concluded that the evaluated natural products show potential for use as bioherbicides in weed management, provided that appropriate formulation, dose, and target species are considered. Future studies are recommended to assess sequential applications in pre- and post-emergence, as well as repeated post-emergence applications using reduced doses. |
| URI: | http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/39639 |
| Aparece nas coleções: | PB - Programa de Pós-Graduação em Agronomia |
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