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Título: Dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis em radiologia: uma revisão sistemática em ressonância magnética e radioterapia
Título(s) alternativo(s): Cardiac implantable electronic devices in radiology: a systematic review on magnetic resonance imaging and radiotherapy
Autor(es): Montoro, Ana Luiza Severiano
Orientador(es): Antoniassi, Marcelo
Palavras-chave: Marca-passo artificial (Coração)
Implantes artificiais
Ressonância magnética
Radioterapia
Pacientes - Medidas de segurança
Protocolos médicos
Cardiac pacemakers
Implants, Artificial
Magnetic resonance
Radiotherapy
Patients - Safety measures
Medical protocols
Data do documento: 8-Jul-2025
Editor: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Câmpus: Curitiba
Citação: MONTORO, Ana Luiza Severiano. Dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis em radiologia: uma revisão sistemática em ressonância magnética e radioterapia. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Tecnologia em Radiologia) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2025.
Resumo: Os dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis (DCEIs), como marcapassos, cardiodesfibriladores implantáveis e dispositivos de terapia de ressincronização cardíaca, são essenciais no tratamento de distúrbios do ritmo e da condução elétrica do coração. No entanto, sua presença impõe restrições importantes à realização de exames como a ressonância magnética (RM) e à aplicação de terapias oncológicas como a radioterapia (RT), devido à possibilidade de interferência com os campos eletromagnéticos e a exposição à radiação ionizante. Apesar da evolução tecnológica que viabilizou o desenvolvimento de modelos compatíveis com essas tecnologias, ainda há desinformação na prática clínica e receio quanto à segurança desses procedimentos. Portanto, este trabalho teve como objetivo sintetizar e analisar estudos recentes que discorrem sobre as possíveis interações dos DCEIS com a RM e a RT, os principais riscos e eventos adversos registrados, e por fim, os protocolos e diretrizes clínicas atuais para o manejo desses pacientes. O método de pesquisa consistiu em uma revisão bibliográfica, conduzida nas bases PubMed e Science Direct, utilizando critérios específicos de seleção de artigos publicados entre 2020 e 2025. Foram incluídos estudos que abordavam diretamente a interação entre DCEIs e as técnicas radiológicas em questão, além de documentos de consenso considerados fundamentais para a prática clínica, sendo excluídos relatos de caso, estudos exclusivamente in vitro e publicações com amostras muito reduzidas. Após a triagem e leitura integral, foram selecionados 14 artigos principais, sendo oito sobre RM e seis sobre RT. Como resultado, foi possível identificar que, embora os mecanismos físicos de interferência sejam distintos entre RM e RT, as falhas relatadas apresentaram similaridades, com predomínio de eventos técnicos como resets de software, alterações nos parâmetros de sensibilidade e estimulação, e desgaste da bateria. Em ambas as técnicas, a taxa de eventos clínicos significativos e técnicos foi baixa. Os fatores de risco variaram conforme a técnica: na RM, destacaram-se a condicionalidade do dispositivo, presença de eletrodos abandonados e dependência de estimulação; na RT, a energia do feixe e a localização do campo irradiado, especialmente em regiões torácicas. As diretrizes analisadas ofereceram orientações para a condução segura dos procedimentos, incluindo medidas como reprogramação prévia, monitoramento durante o exame e interrogações periódicas dos dispositivos. Conclui-se que tanto a RM quanto a RT podem ser realizadas com segurança em pacientes com DCEIs, desde que seguidos protocolos específicos e com atuação conjunta de equipe multiprofissional. Por fim, reforça-se a importância da atualização constante dos protocolos institucionais e da difusão das diretrizes entre centros de diferentes níveis de complexidade, como forma de garantir acesso seguro e ampliar a qualidade do atendimento a essa população.
Abstract: Implantable cardiac electronic devices (CIEDs), such as pacemakers, implantable cardioverterdefibrillators, and cardiac resynchronization therapy devices, are essential in the treatment of rhythm and conduction disorders. However, their presence imposes significant restrictions on procedures such as magnetic resonance imaging (MRI) and oncological therapies like radiotherapy (RT), due to the potential for interference with electromagnetic fields and exposure to ionizing radiation. Despite technological advances that have enabled the development of devices compatible with these technologies, there is still misinformation in clinical practice and uncertainty regarding the safety of these procedures. Therefore, this study aimed to synthesize and analyze recent research discussing the possible interactions between CIEDs and MRI/RT, the main risks and reported adverse events, and current protocols and clinical guidelines for the management of these patients. The research method consisted of a literature review conducted through the PubMed and ScienceDirect databases, applying specific selection criteria for articles published between 2020 and 2025. Studies that directly addressed the interaction between CIEDs and the procedures in question were included, along with key clinical consensus documents, while case reports, exclusively in vitro studies, and publications with very small sample sizes were excluded. After screening and full-text review, 14 main articles were selected, eight addressing MRI and six RT. As a result, it was found that although the physical mechanisms of interference differ between MRI and RT, the reported device malfunctions showed similarities, with a predominance of technical events such as software resets, changes in sensitivity and pacing parameters, and battery depletion. In both techniques, the rate of significant clinical and technical events was low. Risk factors varied according to the modality: in MRI, device conditionality, the presence of abandoned leads, and pacing dependency were predominant; in RT, beam energy and the location of the irradiated field, particularly when close to the device, were the most relevant. The reviewed guidelines provided clear recommendations for safe procedure management, including measures such as preprocedure reprogramming, monitoring during the exam, and periodic device interrogations. It is concluded that both MRI and RT can be safely performed in patients with CIEDs, provided that specific protocols are followed and there is coordinated action by a multidisciplinary team. Finally, the study highlights the importance of continuously updating institutional protocols and disseminating clinical guidelines across healthcare centers of different levels of complexity, as a means of ensuring safe access and improving the quality of care for this population.
URI: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/41276
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