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Título: Ácido acetilsalicílico em concentrações de traço causa toxicidade celular e sistêmica em raízes de plantas cultivadas
Título(s) alternativo(s): Acetylsalicylic acid at trace concentrations induces cellular and systemic toxicity in the roots of cultivated plants
Autor(es): Somera, Carla Rafaela
Orientador(es): Peron, Ana Paula
Palavras-chave: Aspirina
Estresse oxidativo
Poluentes
Toxicologia
Aspirin
Oxidative stress
Pollutants
Toxicology
Data do documento: 1-Jul-2026
Editor: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Câmpus: Campo Mourao
Citação: SOMERA, Carla Rafaela. Ácido acetilsalicílico em concentrações de traço causa toxicidade celular e sistêmica em raízes de plantas cultivadas. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Química) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campo Mourão, 2026.
Resumo: O uso disseminado do ácido acetilsalicílico (AAS) tem levantado preocupações quanto à sua liberação contínua em ambientes agrícolas, por meio da reutilização de águas residuais e da aplicação de biossólidos. No entanto, seus efeitos ecotoxicológicos em plantas em concentrações ambientalmente relevantes (níveis de traço) ainda são pouco explorados. Este estudo avaliou os efeitos do AAS (1 – 1000 ng•L⁻¹) sobre a germinação e o crescimento radicular de Daucus carota L., Solanum lycopersicum L. e Cucumis sativus L., bem como seu potencial citotóxico e genotóxico em meristemas radiculares de Allium cepa L. Embora não tenham sido observados efeitos nas menores concentrações, exposições de 100 e 1000 ng•L⁻¹ promoveram redução significativa do crescimento radicular em todas as espécies avaliadas, essas concentrações também induziram estresse oxidativo, evidenciado pelo acúmulo de H₂O₂ e pelo aumento da peroxidação lipídica. Em A. cepa, o AAS causou efeitos mitodepressivos e aneugênicos significativos, incluindo desorganização cromossômica em diferentes fases da mitose e formação de cromossomos pegajosos em 1000 ng•L⁻¹. Esses efeitos estão associados à desregulação da homeostase redox e ao desequilíbrio dos sistemas antioxidantes. Em conjunto, os resultados demonstram que o AAS pode comprometer o desenvolvimento inicial de plantas em concentrações de traço afetando a integridade radicular e a função celular, o que evidencia seu potencial risco em sistemas agrícolas.
Abstract: The widespread use of acetylsalicylic acid (ASA) has raised concerns about its continued release into agricultural environments through wastewater reuse and the application of biosolids. However, its ecotoxicological effects on plants at environmentally relevant concentrations (trace levels) are still poorly understood. This study evaluated the effects of ASA (1–1000 ng•L⁻¹) on the germination and root growth of Daucus carota L., Solanum lycopersicum L., and Cucumis sativus L., as well as its cytotoxic and genotoxic potential in root meristems of Allium cepa L. Although no effects were observed at the lowest concentrations, exposures of 100 and 1000 ng•L⁻¹ significantly reduced root growth in all species evaluated. These concentrations also induced oxidative stress, evidenced by the accumulation of H₂O₂ and increased lipid peroxidation. In A. cepa, ASA caused significant mitosuppressive and aneugenic effects, including chromosomal disorganization at different stages of mitosis and the formation of sticky chromosomes at 1000 ng•L⁻¹. These effects are associated with the dysregulation of redox homeostasis and the imbalance of antioxidant systems Taken together, the results demonstrate that AAS can compromise the initial development of plants at trace concentrations, affecting root integrity and cell function, highlighting its potential risk in agricultural systems.
URI: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/41164
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