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Título: Entre contos e corpos: uma análise do corpo gordo feminino em animações clássicas da Disney
Título(s) alternativo(s): Between tales and bodies: an analysis of the fat female body in classic Disney animations
Autor(es): Tognon, Kevini Cristina
Orientador(es): Stankiewicz, Mariese Ribas
Palavras-chave: Mulheres na literatura
Discriminação contra os obesos
Animação (Cinematografia)
Disney, Personagens de
Women in literature
Discrimination against overweight persons
Animation (Cinematography)
Disney characters
Data do documento: 5-Dez-2025
Editor: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Câmpus: Pato Branco
Citação: TOGNON, Kevini Cristina. Entre contos e corpos: uma análise do corpo gordo feminino em animações clássicas da Disney. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Pato Branco, 2025.
Resumo: O presente artigo apresenta uma análise da representação do corpo gordo feminino em clássicos das animações dos Estúdios Disney, especialmente em Cinderela (1950), Alice no País das Maravilhas (1951) e A Pequena Sereia (1989). A pesquisa tem como objetivo principal analisar a representação do corpo gordo feminino nessas animações clássicas da Disney e, consequentemente, suas implicações na formação de estereótipos e preconceitos, refletindo sobre o que tem sido feito atualmente para minimizar os efeitos negativos das diferenças entre os vários perfis de mulheres na sociedade ocidental. Para isso, foram verificadas teorias que dizem respeito à literatura maravilhosa, principalmente as de Todorov (2004) e Roas (2014), para contextualizar a naturalização dos elementos de contos de fadas, e estudos sobre o feminino e sobre a dominação simbólica, especialmente com Beauvoir (2019), Bourdieu (2020) e Lerner (2019). Os resultados demonstram que, nos contos de fadas adaptados pela Disney, o corpo gordo tem sido sistematicamente excluído dos papéis de heroínas e protagonistas, sendo relegado a funções coadjuvantes ou, de forma mais problemática, à vilania. Tal codificação visual reforça a violência simbólica e a ideia de que a autonomia e a virtude são incompatíveis com o corpo que se apresenta fora do padrão estético hegemônico, perpetuando, assim, o ciclo da gordofobia.
Abstract: This article presents an analysis of the representation of the fat female body in classic Disney animated films, focusing specifically on Cinderella (1950), Alice in Wonderland (1951), and The Little Mermaid (1989). The main objective of this research is to analyze the representation of the fat female body in these classic Disney animations and, consequently, its implications in the formation of stereotypes and prejudices. Furthermore, it reflects on current efforts being made to minimize the negative effects of the differences between the various profiles of women in Western society. To this end, theories regarding the literature of the marvelous, primarily those of Todorov (2004) and Roas (2014), were examined to contextualize the naturalization of fairy tale elements. Additionally, studies on the feminine and symbolic domination were consulted, especially the works of Beauvoir (2019), Bourdieu (2020), and Lerner (2019). The results demonstrate that, in the fairy tales adapted by Disney, the fat body has been systematically excluded from the roles of heroines and protagonists, being relegated to supporting roles or, more problematically, to villainy. Such visual codification reinforces symbolic violence and the idea that autonomy and virtue are incompatible with bodies that deviate from the hegemonic aesthetic standard, thereby perpetuating the cycle of fatphobia.
URI: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/40298
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