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Título: Os sentidos do trabalho para jovens estudantes e trabalhadores de uma instituição de ensino superior de Curitiba: um olhar para a geração Z a partir da teoria da subjetividade de González Rey
Título(s) alternativo(s): The meanings of work for young students and workers of a higher education institution in curitiba: a look at generation Z from the perspective of González Rey’s theory of subjectivity
Autor(es): Borges, Raphaela de Souza
Orientador(es): Vera, Liliane Canopf
Palavras-chave: Trabalho - Aspectos psicológicos
Geração Z - Atitudes
Subjetividade
Trabalhadores-estudantes
Qualidade de vida no trabalho
Jovens - Emprego
Work - Psychological aspects
Generation Z - Attitudes
Subjectivity
Students, Part-time
Quality of work life
Youth - Employment
Data do documento: 25-Set-2025
Editor: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Câmpus: Curitiba
Citação: BORGES, Raphaela de Souza. Os sentidos do trabalho para jovens estudantes e trabalhadores de uma instituição de ensino superior de Curitiba: um olhar para a geração Z a partir da teoria da subjetividade de González Rey. 2026. Dissertação (Mestrado em Administração) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2025.
Resumo: O trabalho desempenha um papel importante na sociedade, não apenas como meio de sobrevivência, mas também como fonte de realização pessoal e estrutura psicológica. Atualmente, muitos estudos e pesquisas apontam o crescimento do adoecimento de trabalhadores, no aspecto mental, em função de práticas das organizações e da relação que o trabalhador estabelece com elas. Somando-se a isso, percebe-se um movimento da Geração Z, composta por nascidos entre os anos de 1995 e 2010, questionando esta relação trabalho-trabalhador e apresentando um novo significado e sentido a ela. O presente trabalho tem como objetivo geral analisar os sentidos do trabalho para os jovens estudantes e trabalhadores, pertencentes a Geração Z, de uma Instituição de Ensino Superior de Curitiba-PR, a partir da teoria da subjetividade de González Rey. De modo específico, pretende-se: (i) identificar aspectos centrais e periféricos do trabalho para os jovens da Geração Z; (ii) aproximar discussões entre elementos comuns e divergentes do sentido do estudo e do trabalho para os jovens estudantes e trabalhadores; e (iii) verificar características dos membros da Geração Z de uma Instituição de Ensino Superior de Curitiba-PR. Para tanto, foi realizada uma pesquisa qualitativa, visto que se pretendeu investigar aspectos subjetivos dos entrevistados, buscando a identificação dos sentidos atribuídos por eles, a partir de uma epistemologia sócio-histórica, ou seja, considerando as questões históricas e sociais em que o fenômeno estudado acontece. A investigação adotou abordagem qualitativa, fundamentada na epistemologia sócio-histórica, com uso do método construtivo-interpretativo e análise a partir dos Núcleos de Significação de Aguiar & Ozella. O corpus foi composto por oito participantes, selecionados conforme critérios de diversidade de gênero, idade e tempo de experiência profissional. Os dados foram coletados por entrevistas semiestruturadas e analisados de modo a articular as narrativas com o referencial teórico. Os resultados evidenciam que os jovens atribuem múltiplos sentidos ao trabalho, que se configuram de forma dinâmica e contraditória. O trabalho aparece como meio de sustento, mas também como espaço de aprendizado, autonomia, reconhecimento e construção de projetos de futuro. Os entrevistados revelaram forte desejo de estabilidade e mobilidade social, bem como valorização do estudo como motor de desenvolvimento. Entretanto, emergem também experiências de sobrecarga, renúncia de lazer e saúde, além da percepção de precarização e desvalorização em alguns contextos laborais. A análise apontou que, embora convivam com tensões entre prazer e sofrimento, os jovens demonstram resiliência e empenho em conciliar estudo e trabalho, desmontando estereótipos de descompromisso com esforço ou de imediatismo. O sentido do trabalho, nessa perspectiva, é produzido na intersecção entre trajetórias individuais e condições sociais, confirmando a relevância da subjetividade como categoria analítica. Conclui-se que a compreensão das experiências desses jovens amplia o debate sobre a juventude e o mundo do trabalho, trazendo contribuições para políticas públicas e práticas organizacionais mais sensíveis às demandas de bem-estar, reconhecimento e qualidade de vida.
Abstract: Work plays an important role in society, not only as a means of survival but also as a source of personal fulfillment and psychological structure. Currently, many studies and research point to the growth of workers’ illness, particularly mental illness, as a result of organizational practices and the relationship that workers establish with them. In addition, there is a movement among Generation Z, composed of those born between 1995 and 2010, questioning this work–worker relationship and attributing new meanings to it. The general objective of this study is to analyze the meanings of work for young students and workers belonging to Generation Z at a Higher Education Institution in Curitiba-PR, based on González Rey’s Theory of Subjectivity. Specifically, the study aims to: (i) to identify central and peripheral aspects of work for Generation Z youth; (ii) to approximate discussions between common and divergent elements in the meaning of study and work for young students and Workers; e (iii) to verify the characteristics of Generation Z members from a Higher Education Institution in Curitiba-PR. To achieve these goals, a qualitative research was carried out, since the intention was to investigate the subjective aspects of the interviewees, seeking to identify the meanings they attribute to work through a socio-historical epistemology, that is, considering the historical and social issues in which the phenomenon occurs. The investigation adopted a qualitative approach, based on socio-historical epistemology, using the constructive-interpretative method and analysis through the Meaning Cores (Aguiar & Ozella). The corpus consisted of eight participants, selected according to criteria of diversity in gender, age, and professional experience. Data were collected through semi-structured interviews and analyzed in order to articulate the narratives with the theoretical framework. The results show that young people attribute multiple and dynamic meanings to work, configured in contradictory ways. Work appears not only as a means of livelihood but also as a space for learning, autonomy, recognition, and the construction of future projects. The participants revealed a strong desire for stability and social mobility, as well as valuing study as a driver of development. However, experiences of overload, renunciation of leisure and health, and the perception of precariousness and devaluation in some labor contexts also emerged. The analysis indicated that, although they live with tensions between pleasure and suffering, young people demonstrate resilience and commitment in reconciling study and work, deconstructing stereotypes of lack of effort or immediacy. From this perspective, the meaning of work is produced at the intersection between individual trajectories and social conditions, confirming the relevance of subjectivity as an analytical category. It is concluded that understanding the experiences of these young people expands the debate on youth and the world of work, bringing contributions to public policies and organizational practices that are more sensitive to the demands for well-being, recognition, and quality of life.
URI: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/40252
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