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Título: Desinfestação e estabelecimento in vitro de Guabirobeira (Campomanesia xanthocarpa O. Berg)
Título(s) alternativo(s): Desinfestation and in vitro establishment of Guabirobeira (Campomanesia xanthocarpa O. Berg)
Autor(es): Devenz, Fabiolla
Orientador(es): Wendt, Simone Neumann
Palavras-chave: Guabiroba
Tecidos vegetais - Cultura e meios de cultura
Plantas - Propagação
Campomanesia xanthocarpa
Plant tissue culture
Plant propagation
Data do documento: 10-Dez-2025
Editor: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Câmpus: Dois Vizinhos
Citação: DEVENZ, Fabiolla. Desinfestação e estabelecimento in vitro de guabirobeira (Campomanesia xanthocarpa O. Berg). 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Dois Vizinhos, 2025.
Resumo: A guabirobeira, Campomanesia xanthocarpa O. Berg, é fruteira nativa pertencente à família Myrtaceae. A quase totalidade das mudas são obtidas por sementes, mas devido à sua característica recalcitrante e, aos problemas relacionados à desuniformidade e atraso na entrada em produção se torna limitado seu uso em pomar. A técnica de alporquia apresenta baixa rizogênese, o que torna a micropropagação alternativa a ser testada. No entanto, para que a técnica tenha sucesso, é necessária a determinação de metodologia eficiente para desinfestação e estabelecimento in vitro da espécie. Nesse sentido, o presente trabalho teve como objetivo avaliar metodologias de desinfestação e estabelecimento in vitro da guabirobeira. Foram utilizados segmentos nodais, sem folhas de cerca de 2 cm de comprimento, provenientes de uma matriz localizada na Coleção de fruteiras nativas, da UTFPR - Campus Dois Vizinhos. Foram realizados três ensaios de desinfestação e estabelecimento in vitro. Para o primeiro ensaio foi avaliado a eficiência de lavagem em álcool 70% por um minuto, seguido de imersão em hipoclorito de sódio em três concentrações [1,0; 1,5; 2,0% (v/v)] durante dois tempos de imersão (10 e 15 min), além de avaliar a adição do carvão ativado (2 g L-1) no controle da oxidação. O segundo ensaio avaliou o efeito da lavagem em álcool 70% por um minuto, seguido de imersão em hipoclorito de sódio [1,5 e 2,0% (v/v)] por 10 minutos, além do controle da contaminação em resposta ao uso de diferentes concentrações de PPM no meio de cultura [0,0; 0,2 e 0,4% (v/v)]. O terceiro ensaio avaliou o efeito da lavagem em álcool 70% por um minuto, seguido de imersão em hipoclorito de sódio [1,5 e 2,0% (v/v)] por 5 minutos, além do efeito da lavagem prévia em solução de PPM 5% (v/v) e da adição de PPM 0,2% (v/v) no meio de cultivo, visando controle da contaminação. As avaliações foram feitas após sete dias, de maneira visual. Foram avaliadas as porcentagens de oxidação, contaminação e sobrevivência dos explantes. O tratamento que fez a utilização de hipoclorito de sódio, na concentração de 1,5% de princípio ativo não apresentou oxidação na desinfestação dos explantes de Campomanesia xanthocarpa. Os resultados demonstraram que o uso do carvão ativado aumentou os níveis de contaminação. O uso de PPM no meio de cultura e a lavagem em solução de PPM 5%, não foram capazes de conter os níveis de contaminação dos explantes.
Abstract: Guabirobeira, Campomanesia xanthocarpa O. Berg, is a native fruit tree belonging to the Myrtaceae family. Almost all seedlings are obtained from seeds, but due to its recalcitrant nature and problems related to unevenness and delayed entry into production, its use in orchards is limited. The air layering technique presents low rhizogenesis, which makes micropropagation an alternative to be tested. However, for the technique to be successful, it is necessary to determine an efficient methodology for in vitro disinfestation and establishment of the species. In this sense, the present work aimed to evaluate methodologies for in vitro disinfestation and establishment of guabirobeira. Nodal segments, without leaves, approximately 2 cm long, from a mother plant located in the Coleção de fruteiras nativas of UTFPR - Campus Dois Vizinhos, were used. Three in vitro disinfestation and establishment trials were carried out. For the first trial, the efficiency of washing in 70% alcohol for one minute was evaluated, followed by immersion in sodium hypochlorite at three concentrations [1.0; 1.5; 2.0% (v/v)] for two immersion times (10 and 15 min), in addition to evaluating the addition of activated charcoal (2 g L-1) in controlling oxidation. The second trial evaluated the effect of washing in 70% alcohol for one minute, followed by immersion in sodium hypochlorite [1.5 and 2.0% (v/v)] for 10 minutes, in addition to controlling contamination in response to the use of different PPM concentrations in the culture medium [0.0; 0.2 and 0.4% (v/v)]. The third trial evaluated the effect of washing in 70% alcohol for one minute, followed by immersion in sodium hypochlorite [1.5 and 2.0% (v/v)] for 5 minutes, in addition to the effect of prior washing in a 5% (v/v) PPM solution and the addition of 0.2% (v/v) PPM to the culture medium, aiming at contamination control. Evaluations were performed visually after seven days. The percentages of oxidation, contamination, and survival of the explants were assessed. The treatment using sodium hypochlorite at a concentration of 1.5% active ingredient did not show oxidation in the disinfection of Campomanesia xanthocarpa explants. The results demonstrated that the use of activated charcoal increased contamination levels. The use of PPM in the culture medium and washing in a 5% PPM solution could not control the contamination levels of the explants.
URI: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/39685
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