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Título: Tipificação de HLA para transplante de medula óssea: mutações em éxons não-chave e íntrons
Título(s) alternativo(s): Tipificação de HLA para transplante de medula óssea: mutações em éxons não-chave e íntrons
Autor(es): Leite, Ana Laura Lara
Orientador(es): Busso, Cleverson
Palavras-chave: Medula óssea - Transplante
Mutação (Biologia)
Antígenos HLA
Bone marrow - Transplantation
Mutation (Biology)
HLA histocompatibility antigens
Data do documento: 10-Abr-2025
Editor: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Câmpus: Dois Vizinhos
Citação: LEITE, Ana Laura Lara. Tipificação de HLA para transplante de medula óssea: mutações em éxons não-chave e íntrons. 2025. Monografia (Especialização em Biologia Molecular) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Dois Vizinhos, 2025.
Resumo: Os genes do Antígeno Leucocitário Humano (HLA) pertencem ao Complexo Principal de Histocompatibilidade do genoma e são os genes mais polimórficos. Além disso, exercem a função de ativação e regulação imunológica no transplante. Em transplantes de medula óssea, o HLA do doador e do receptor deve ser compatível e, por isso, seus alelos devem ser identificados, sendo os principais genes HLA de classe I, HLA-A, HLA-B e HLA-C, e os genes HLA classe II, HLA-DQB1, HLA-DRB1 e HLA-DPB1. Essa correlação entre o gene do doador e do receptor é feita por tipagem nos éxons que codificam o domínio de reconhecimento de antígeno (ARD) da molécula de HLA. É nessa região que se apresenta o polimorfismo alélico, que está localizado nos éxons 2 e 3 para HLA classe I e éxon 2 para HLA classe II. Contudo, essa variação do gene HLA pode ser verificada nos demais éxons e nas regiões dos íntrons. Com isso, o objetivo principal deste estudo é avaliar a importância das mutações em éxons não-chave, como em éxon 4, e em íntrons na tipificação de HLA para transplante de medula óssea e os objetivos secundários são realizar um levantamento do número de novos alelos HLA submetidos no banco de dados online e avaliar se as mutações nessas regiões alteraram a proteína formada, se impactam no transplante de medula óssea e qual a melhor técnica para avaliá-las. Para isso, foi realizado uma busca de 32 artigos na base de dados do Clarivate Analytics Web of Science (WoS) e no Pubmed sem restrição de ano de publicação e de idioma. Como resultado, obteve-se que houve um aumento no número de submissões de alelos HLA e que é necessário realizar o sequenciamento total do alelo, incluindo regiões de éxons não-chave, éxon 4, e íntrons, por sequenciamento de nova geração (NGS) para garantir que alelos nulos não sejam tipados como variantes expressas. Contudo, o NGS pode ser falho, por isso é importante o uso concomitante da técnica tipagem baseada em sequência (SBT) para realizar a tipagem HLA em casos que geram dúvidas. Dessa forma, a genotipagem de HLA por alta resolução melhora o sucesso do transplante de medula óssea, uma vez que garante a correspondência na expressão da membrana entre o doador e o receptor.
Abstract: The Human Leukocyte Antigen (HLA) genes belong to the Major Histocompatibility Complex of the genome and are the most polymorphic genes. In addition, they play a role in immune activation and regulation during transplantation. In bone marrow transplants, the HLA of the donor and recipient must be compatible and, therefore, their alleles must be identified, with the main HLA class I genes being HLA-A, HLA-B and HLA-C, and the HLA class II genes being HLA-DQB1, HLA-DRB1 and HLA-DPB1. This correlation between the donor and recipient genes is done by typing in the exons that encode the antigen recognition domain (ARD) of the HLA molecule. It is in this region that allelic polymorphism occurs, which is located in exons 2 and 3 for HLA class I and exon 2 for HLA class II. However, this variation in the HLA gene can be verified in other exons and in intron regions. Therefore, the main objective of this study is to evaluate the importance of mutations in non-key exons, such as exon 4, and in introns in HLA typing for bone marrow transplantation. The secondary objectives are to survey the number of new HLA alleles submitted to the online database and to evaluate whether mutations in these regions altered the proteinformed, whether they impact bone marrow transplantation, and what is the best technique to evaluate them. To this end, a search for 32 articles was performed in the Clarivate Analytics Web of Science (WoS) database and in PubMed without restrictions on year of publication and language. As a result, it was observed that there was an increase in the number of HLA allele submissions and that it is necessary to perform the full sequencing of the allele, including regions of non-key exons, exon 4, and introns, by next-generation sequencing (NGS) to ensure that null alleles are not typed as expressed variants. However, NGS can be flawed, so it is important to use the concomitant sequence-based typing (SBT) technique to perform HLA typing in cases that generate doubts. Thus, high-resolution HLA genotyping improves the success of bone marrow transplantation, since it ensures correspondence in membrane expression between the donor and the recipient.
URI: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/39624
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