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Título: Fake news e o ensino de ciências: uma análise da produção acadêmica e dos desafios ao pensamento crítico
Título(s) alternativo(s): Fake news and science education: an analysis of academic production and the challenges to critical thinking
Autor(es): Arend, Felipe Pansera
Orientador(es): Damke, Anderleia Sotoriva
Palavras-chave: Notícias falsas
Pensamento crítico
Desinformação
Fake news
Critical thinking
Disinformation
Data do documento: 5-Dez-2025
Editor: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Câmpus: Santa Helena
Citação: AREND, Felipe Pansera. Fake news e o ensino de ciências: uma análise da produção acadêmica e dos desafios ao pensamento crítico. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Biológicas) - Universidade Tecnológico Federal do Paraná, Santa Helena, 2026.
Resumo: O presente trabalho analisa as implicações das fake news no ensino de Ciências, considerando o crescimento da desinformação na era digital e seus impactos na formação crítica dos estudantes. Justifica-se pela necessidade urgente de compreender como informações falsas, especialmente sobre temas científicos, interferem na aprendizagem, no desenvolvimento do pensamento crítico e na credibilidade da ciência no ambiente escolar. O objetivo central foi analisar a produção acadêmica relacionada às fake news no ensino de Ciências entre 2020 e 2025, investigando compreensões conceituais e impactos nas práticas educativas. A pesquisa, de abordagem qualitativa, utilizou procedimentos bibliográficos e descritivos, examinando 22 trabalhos selecionados em bases como Google Acadêmico, CAPES e SciELO. A análise de conteúdo, conduzida conforme Bardin (2004), permitiu organizar os estudos em três categorias denominadas de dimensão epistemológica, sociocultural, e formativo-investigativa. Na dimensão epistemológica os resultados evidenciam que as fakes news comprometem a capacidade dos estudantes de diferenciar evidências científicas de opiniões, fragilizam o entendimento da natureza da ciência e alimentam crenças pseudocientíficas. No âmbito sociocultural, observou-se que a circulação acelerada de informações falsas nas redes digitais amplia a polarização e favorece interpretações distorcidas sobre ciência, saúde e meio ambiente. Na dimensão formativo-investigação, os estudos apontam a necessidade de fortalecer o letramento científico e midiático, promovendo práticas de ensino que desenvolvam análise crítica, argumentação e avaliação de fontes. Concluise que o enfrentamento das fake news no ensino de Ciências exige não apenas revisão curricular, mas também o fortalecimento da educação científica como ferramenta de emancipação intelectual, favorecendo uma formação mais crítica, consciente e alinhada às demandas da sociedade contemporânea.
Abstract: The present study analyzes the implications of fake news in Science Education, considering the growth of misinformation in the digital age and its impacts on students’ critical development. It is justified by the urgent need to understand how false information, especially regarding scientific topics, interferes with learning, the development of critical thinking, and the credibility of science within the school environment. The central objective was to analyze academic production related to fake news in Science Education between 2020 and 2025, investigating conceptual understandings and impacts on educational practices. The qualitative research employed bibliographic and descriptive procedures, examining 22 studies selected from databases such as Google Scholar, CAPES, and SciELO. The content analysis, conducted according to Bardin (2004), allowed the studies to be organized into three categories, referred to as dimensions: epistemological, sociocultural, and formativeinvestigative. Within the epistemological dimension, the results show that fake news undermines students’ ability to distinguish scientific evidence from opinions, weakens their understanding of the nature of science, and fosters pseudoscientific beliefs. In the sociocultural dimension, it was observed that the accelerated circulation of false information on digital networks increases polarization and encourages distorted interpretations of science, health, and the environment. In the formative-investigative dimension, the studies highlight the need to strengthen scientific and media literacy, promoting teaching practices that develop critical analysis, argumentation, and source evaluation. The study concludes that addressing fake news in Science Education requires not only curricular revision but also the strengthening of scientific education as a tool for intellectual emancipation, fostering a more critical and informed formation aligned with the demands of contemporary society.
URI: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/39494
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