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Título: Equações de primeiro grau e oralidade: uma proposta de avaliação formativa no 8º ano do ensino fundamental
Título(s) alternativo(s): First-degree equations and orality: a formative assessment proposal for the 8th grade of elementary school
Autor(es): Falchi, Barbara de
Orientador(es): Rocha, Zenaide de Fatima Dante Correia
Palavras-chave: Avaliação educacional
Interpretação oral
Equações - Soluções numéricas
Aprendizagem
Matemática - Estudo e ensino
Education - Evaluation
Oral interpretation
Equations - Numerical solutions
Learning
Mathematics - Study and teaching
Data do documento: 9-Dez-2025
Editor: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Câmpus: Londrina
Citação: FALCHI, Barbara de. Equações de primeiro grau e oralidade: uma proposta de avaliação formativa no 8º ano do ensino fundamental. 2025. Dissertação (Mestrado em Ensino de Matemática) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Londrina, 2026.
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo geral analisar a contribuição da utilização de áudios de estudantes em relação às suas produções escritas e orais para a regulação da prática pedagógica e da aprendizagem. Partindo do reconhecimento de que a avaliação tradicional, centrada na escrita e na atribuição de notas, muitas vezes não evidencia os reais entendimentos dos estudantes, propõe-se uma prática avaliativa alternativa que combina produções escritas com gravações em áudio em que os estudantes explicam suas resoluções. A pesquisa se fundamenta em autores como Libâneo (2011), Luckesi (2002), Allal (1986), Hadji (2001), que discutem a avaliação formativa, a regulação da aprendizagem e o papel do estudante como agente ativo em seu processo de aprendizagem. A metodologia adotada foi qualitativa e interpretativa, com a solicitação de uma tarefa composta por três questões sobre equações do 1º grau, desenvolvimento tendo como participantes 33 estudantes em uma escola pública estadual, em Londrina-PR. Os dados foram analisados a partir da produção escrita dos estudantes e das gravações de áudio, buscando identificar evidências de compreensão conceitual, dificuldades, justificativas e o raciocínio matemático mobilizado. Os resultados demonstram que, embora muitas respostas escritas tenham apresentado soluções corretas, apenas por meio da escuta atenta dos áudios foi possível perceber lacunas conceituais importantes, como a mecanização dos procedimentos e a ausência de justificativas nas escolhas feitas. Essa escuta ativa possibilitou à professora-pesquisadora reorganizar sua prática pedagógica, propondo intervenções direcionadas, como a criação de uma tarefa lúdica com foco no balanceamento da equação, utilizando metodologias ativas que favoreceram a reflexão e a internalização dos conceitos. Constatou-se que a oralidade potencializa a avaliação formativa ao tornar visíveis os processos de pensamento dos estudantes, contribuindo para o desenvolvimento da argumentação, da comunicação e da autorregulação. A combinação entre escrita e fala revelou se um instrumento poderoso para compreender como os estudantes constroem sentido para os conteúdos matemáticos, oferecendo ao professor subsídios para uma regulação mais eficaz da aprendizagem. A pesquisa considera que práticas avaliativas que incorporam a oralidade ampliam o olhar docente sobre os estudantes, promovem maior engajamento e permitem intervenções mais sensíveis e significativas, alinhadas ao propósito de uma educação inclusiva, reflexiva e formadora. Como produto da investigação, elaborou-se o Kit “Com voz e sentido”, voltado a professores do ensino básico, com foco em ampliar práticas avaliativas mediadas pela oralidade.
Abstract: This research aims to analyze the contribution of students’ audio recordings about their written and oral productions to the regulation of pedagogical practice and learning.Starting from the recognition that traditional assessment, centered on writing and grading, often fails to reveal students’ real understanding, an alternative evaluative practice is proposed, combining written productions with audio recordings in which students explain their reasoning. The study is based on authors such as Libâneo (2011), Luckesi (2002), Allal (1986), and Hadji (2001), who discuss formative assessment, learning regulation, and the student’s role as an active agent in the learning process. The adopted methodology was qualitative and interpretative, involving the application of a task composed of three questions on first-degree equations, developed with 33 students from a public state school in Londrina, Paraná, Brazil. Data were analyzed from students’ written productions and audio recordings, seeking evidence of conceptual understanding, difficulties, justifications, and mathematical reasoning. The results show that although many written responses presented correct solutions, only through attentive listening to the audios was it possible to identify important conceptual gaps, such as the mechanization of procedures and the absence of justification for choices made. This active listening enabled the teacher-researcher to reorganize her pedagogical practice, proposing targeted interventions, such as the creation of a playful task focused on equation balancing, using active methodologies that encouraged reflection and conceptual internalization. It was found that orality enhances formative assessment by making students’ thought processes visible, contributing to the development of argumentation, communication, and self-regulation. The combination of writing and speech proved to be a powerful tool for understanding how students construct meaning in mathematical content, providing teachers with insights for more effective learning regulation. As a result of the investigation, the educational product “Com voz e sentido” was developed, a kit aimed at basic education teachers, designed to expand evaluative practices mediated by orality.
Descrição: Acompanha produto educacional "Com voz e sentido: Proposta de avaliação formativa em matemática com base na oralidade"
URI: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/39444
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