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Título: Microencapsulação do óleo de linhaça (Linum usitatissimum L.) em matriz de alginato para controle de patógenos em sementes de soja (Glycine max L.)
Título(s) alternativo(s): Microencapsulation of flaxseed oil (Linum usitatissimum L.) in an alginate matrix for pathogen control in soybean seeds (Glycine max L.)
Autor(es): Maito, Pâmela Klauch
Orientador(es): Romio, Ana Paula
Palavras-chave: Óleos vegetais
Linhaça
Plantas - Efeito dos fungicidas
Soja
Vegetable oils
Flaxseed
Plants - Effect of fungicides on
Soybean
Data do documento: 4-Dez-2025
Editor: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Câmpus: Francisco Beltrao
Citação: MAITO, Pâmela Klauch. Microencapsulação do óleo de linhaça (Linum usitatissimum L.) em matriz de alginato para controle de patógenos em sementes de soja (Glycine max L.). 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Química) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Francisco Beltrão, 2025.
Resumo: A cultura da soja (Glycine max L.) é o principal commodity da economia brasileira, mas a produtividade é severamente comprometida pela incidência de patógenos, especialmente fungos transmitidos por sementes e solo, o que gera prejuízos econômicos consideráveis. Apesar da eficácia do tratamento de sementes com insumos químico, este suscita preocupações ambientais e de toxidade a saúde humana e animal, impulsionando a busca por alternativas mais sustentáveis, como os bioinsumos. Neste contexto, o óleo de linhaça surge como promissor devido às suas propriedades antimicrobianas intrínsecas, graças a compostos ativos como ácidos graxos e flavonoides. No entanto, sua aplicação direta é limitada pela rápida oxidação, perda de compostos ativos e alta viscosidade, que dificultam o manuseio. O objetivo do presente trabalho foi desenvolver e caracterizar microcápsulas de óleo de linhaça em matriz de alginato, com lecitina como surfactante, e avaliar seu potencial como biofungicida no controle de Fusarium sp. em sementes de soja, além de outros fungos. A metodologia de microencapsulação por gelificação iônica resultou em formulações estáveis, sendo que a 1,0gOL/ALG/LEC apresentou as melhores características físico-químicas, com diâmetro médio de 202 μm, índice de polidispersão de 0,252 e estrutura homogênea. Em ensaio in vitro, o óleo de linhaça demonstrou excelente atividade, com concentração inibitória mínima de 16000 ppm (equivalente a 1,6% de óleo de linhaça) inibindo o crescimento micelial do Fusarium sp. em aproximadamente 89% em 216 horas. No entanto, o tratamento de sementes com a dose máxima equivalente (96 mg de óleo/100 g de sementes) não apresentou a inibição esperada para o Fusarium sp. em sementes inoculadas, permanecendo com alta incidência, embora tenha demonstrado menor incidência em sementes não inoculadas. Observou-se que as microcápsulas não inibiram a germinação das sementes, com o tratamento 1,5gOL/ALG/LEC superando a testemunha em 2,04%. Conclui-se que, apesar da estabilidade físico-química e do promissor potencial in vitro contra o Fusarium sp., a baixa eficácia no tratamento de sementes pode estar relacionada à não-homogeneidade do contato das microcápsulas com as sementes e à necessidade de calibrar a dose para outros patógenos, como o Aspergillus. A microencapsulação do óleo de linhaça é uma estratégia viável, mas necessita de ajustes na calibração da dose e melhor homogeneização do meio de imersão para que seu potencial como biofungicida se concretize.
Abstract: The soybean crop (Glycine max L.) is the main commodity in the Brazilian economy, but productivity is severely compromised by the incidence of pathogens, especially fungi transmitted via seeds and soil, which results in considerable economic losses. Despite the effectiveness of chemical seed treatment, it raises environmental and human/animal health toxicity concerns, driving the search for more sustainable alternatives, such as bio-inputs. In this context, flaxseed oil emerges as a promising option due to its intrinsic antimicrobial properties, attributed to active compounds like fatty acids and flavonoids. However, its direct application is limited by rapid oxidation, loss of active compounds, and high viscosity, which complicate handling. The objective of this study was to develop and characterize flaxseed oil microcapsules within an alginate matrix, using lecithin as a surfactant, and to evaluate their potential as a biofungicide for the control of Fusarium sp. in soybean seeds, in addition to other fungi. The microencapsulation methodology via ionic gelation resulted in stable formulations, with the 1.0gOL/ALG/LEC formulation exhibiting the best physicochemical characteristics, including an average diameter of 202 μm, a polydispersity index of 0.252, and a homogeneous structure. In in vitro assays, flaxseed oil demonstrated excellent activity, with a minimum inhibitory concentration (MIC) of 16,000 ppm (equivalent to 1.6% oil) inhibiting the mycelial growth of Fusarium sp. by approximately 89% over 216 hours. However, the seed treatment with the equivalent maximum dose (96 mg oil/100 g seeds) did not achieve the expected inhibition against Fusarium sp. in inoculated seeds, with high incidence persisting, though it did show a lower incidence in non-inoculated seeds. It was observed that the microcapsules did not inhibit seed germination, with the 1.5gOL/ALG/LEC treatment surpassing the control by 2.04%. It is concluded that, despite the physicochemical stability and promising in vitro potential against Fusarium sp., the low efficacy in direct seed treatment may be related to the lack of homogeneity in the contact between the microcapsules and the seeds and the need to calibrate the dose for other pathogens, such as Aspergillus. The microencapsulation of flaxseed oil is a viable strategy, but it requires adjustments in dose calibration and better homogenization of the immersion medium for its potential as a biofungicide to be fully realized.
URI: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/39360
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