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dc.creatorGodoy, Gabriela Henrique de-
dc.date.accessioned2025-10-10T11:36:37Z-
dc.date.available2025-10-10T11:36:37Z-
dc.date.issued2025-06-25-
dc.identifier.citationGODOY, Gabriela Henrique de. Processo dialógico de desenvolvimento da auto-observação docente em sessão de autoconfrontação simples. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Pato Branco, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/38624-
dc.description.abstractThis article analyzes the process of "teaching," learning, and development of self-observation through the method of simple self-confrontation, one of the approaches used in the Activity Clinic (AC). The analysis is based on the transcriptions of a session conducted with a Geography teacher from basic education. Developed by French psychologist Yves Clot in the 1990s, the AC aims, among other goals, to investigate and transform disengaged forms of work carried out in an automated and unreflective manner. Adapted to the educational context, the Teaching Activity Clinic (TAC) applies this approach to the continuing education of teachers, promoting critical reflection and the transformation of pedagogical practice. To understand the process of teacher self-observation in this context, this research draws on the theoretical contributions of Mikhail Bakhtin, with his theory of Speech Genres, and Lev Vygotsky, with his theory of human development. Based on these perspectives, the study seeks to highlight linguistic-discursive markers that reveal the teacher's initial difficulty in self-observing and, simultaneously, the progressive development of the discursive genre required for this type of analysis. This process supports a significant change in how the teacher perceives, understands, and modifies their classroom practice. When faced with the need to reflect on their actions, the teacher encounters the challenge of observing and describing their own performance in detail. This task involves not only recalling actions but also naming, organizing, and interpreting them—confirming Vygotsky's idea that language is not merely a vehicle for expressing thought, but a condition for its realization. All thoughts, as he states, "solve a problem" (2001, p. 288), and during simple self-confrontation, the teacher faces the problem of describing themselves in action, mobilizing linguistic resources still in the process of development. The transcript analysis shows that, throughout the session, the teacher gradually appropriates the discursive genre of self-observation. With the mediation of the intervener — who supports the process through active listening and strategic questioning — the teacher begins to revisit their practice with greater clarity and critical awareness. This path highlights the role of TAC as a distinct space-time for continuing education, where the transition from lived experience to understood experience takes place. In this process, language emerges both as an instrument and as an object of transformation. It is through language that the teacher learns to perceive, analyze, narrate, and, above all, transform their own pedagogical practice — becoming more conscious of the choices made in the classroom and more attuned to the actual learning needs of their students.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Tecnológica Federal do Paranápt_BR
dc.rightsopenAccesspt_BR
dc.subjectAnálise do discursopt_BR
dc.subjectGêneros literáriospt_BR
dc.subjectProfessores - Formaçãopt_BR
dc.subjectDiscourse analysispt_BR
dc.subjectLiterary formpt_BR
dc.subjectTeachers, Training ofpt_BR
dc.titleProcesso dialógico de desenvolvimento da auto-observação docente em sessão de autoconfrontação simplespt_BR
dc.title.alternativeDialogic process of development of teacher self-observation in a simple self-confrontation sessionpt_BR
dc.typebachelorThesispt_BR
dc.description.resumoEste artigo analisa o processo de “ensino”, aprendizagem e desenvolvimento da auto-observação a partir da autoconfrontação simples, um dos métodos da Clínica da Atividade (CA). A análise se baseia nas transcrições de uma sessão realizada com um professor de Geografia da educação básica. Desenvolvida pelo psicólogo francês Yves Clot nos anos 1990, a CA tem como objetivo investigar e transformar formas de trabalho desengajadas, realizadas de modo automatizado e irreflexivo. Adaptada ao contexto educacional, a Clínica da Atividade Docente (CAD) aplica essa abordagem à formação continuada de professores, promovendo a reflexão crítica e a transformação da prática pedagógica. Para compreender o processo de auto-observação docente nesse contexto, esta pesquisa utiliza como base teórica as contribuições de Mikhail Bakhtin, com sua teoria dos Gêneros do Discurso, e de Lev Vygotsky, com a teoria do desenvolvimento humano. A partir disso, busca-se evidenciar marcas linguístico-discursivas que revelam a dificuldade inicial do professor em se auto-observar e, ao mesmo tempo, seu desenvolvimento progressivo do e no gênero discursivo necessário para esse tipo de análise. Esse processo favorece uma mudança significativa na forma como o docente percebe, compreende e modifica sua prática em sala de aula. Ao ser colocado diante da necessidade de refletir sobre o que faz, o professor enfrenta o desafio de observar-se e descrever detalhadamente sua própria atuação. Essa tarefa exige não apenas rememorar ações, mas nomeá-las, organizá-las e interpretá-las, o que confirma a ideia de Vygotsky de que a linguagem não é apenas meio de expressão do pensamento, mas condição para sua realização. Todos os pensamentos, como ele afirma, “resolvem um problema” (2001, p. 288), e, durante a autoconfrontação simples, o docente se depara com o problema de descrever a si mesmo em ação, mobilizando recursos linguísticos ainda em processo de desenvolvimento. A análise das transcrições mostra que, ao longo da sessão, o professor vai se apropriando gradualmente do gênero discursivo da auto-observação. Com a mediação do interveniente, que atua por meio da escuta ativa e de perguntas estratégicas, o professor começa a revisitar sua prática com mais clareza e criticidade. Esse percurso evidencia o papel da CAD como um espaço-tempo diferenciado para a formação continuada, no qual ocorre a transição da experiência vivida para a experiência compreendida. Nesse processo, a linguagem se apresenta como instrumento e também como objeto de transformação. É por meio dela que o professor aprende a perceber, analisar, narrar e, sobretudo, transformar sua prática pedagógica, tornando-se mais consciente das escolhas que realiza em sala de aula e mais sensível às reais necessidades de aprendizagem dos estudantes.pt_BR
dc.degree.localPato Brancopt_BR
dc.publisher.localPato Brancopt_BR
dc.contributor.advisor1Lima, Anselmo Pereira de-
dc.contributor.referee1Lima, Anselmo Pereira de-
dc.contributor.referee2Passoni, Taisa Pinetti-
dc.contributor.referee3Althaus, Dalvane-
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentDepartamento Acadêmico de Letraspt_BR
dc.publisher.programLicenciatura em Letraspt_BR
dc.publisher.initialsUTFPRpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICApt_BR
Aparece nas coleções:PB - Licenciatura em Letras

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