Use este identificador para citar ou linkar para este item:
http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/38378| Título: | Remembrando territórios corpo-terra: cartografias feministas sobre trabalho, ou planos de composição para micropolíticas de(s)coloniais |
| Título(s) alternativo(s): | Remembering body-land territories: feminist cartographies on labor, or planes of composition for decolonial micropolitics |
| Autor(es): | Greca, Juliana Maria |
| Orientador(es): | Kominek, Andréa Maila Voss |
| Palavras-chave: | Individuação (Filosofia) Devir (Filosofia) Corpo humano (Filosofia) Feminismo - Aspectos sociais Subjetividade Movimentos sociais Patriarcado Cartografia Afeto (Psicologia) Capitalismo Individuation (Philosophy) Becoming (Philosophy) Human body (Philosophy) Feminism - Social aspects Subjectivity Social movements Patriarchy Cartography Affect (Psychology) Capitalism |
| Data do documento: | 9-Set-2025 |
| Editor: | Universidade Tecnológica Federal do Paraná |
| Câmpus: | Curitiba |
| Citação: | GRECA, Juliana Maria. Remembrando territórios corpo-terra: cartografias feministas sobre trabalho, ou planos de composição para micropolíticas de(s)coloniais. 2025. Tese (Doutorado em Tecnologia e Sociedade) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2025. |
| Resumo: | Esta tese defende a preponderância do corpo como território insurgente, para o qual e no qual, faz-se necessária a incorporação de processos educativos, investigativos, criativos e expressivos que possam gerar e sustentar a realização de trabalhos afetivos-ético-estéticos integrados aos ensejos macropolíticos contra capitalistas e contra patriarcais. Para organização dos argumentos referentes a tal proposição, são apresentados os conceitos de transindividuação e devir, de Simondon; rizoma e devir, de Deleuze e Guattari; afeto e é tica, de Spinoza. Estes conceitos problematizam e desvelam as tecnologias somatopolíticas implicadas à artificialização dos processos de individuação forjados a partir da expansão ocidental de uma modernidade colonialista, na qual se produziu a hegemonia de uma conduta racionalista e se institucionalizou o paradigma somático corpo-máquina cartesiano. A complexidade deste contexto está ancorada em uma ontologia filosófica da transcendência, a qual é desafiada nas fundamentações teóricopráticas deste estudo. Na intenção de consolidar a pertinência de uma epistemologia corporal e de(s)colonial, afirmam-se as coerências de uma ontologia filosófica da imanência. A partir da aproximação com movimentos sociais-populares engajados ao enfrentamento dos modos de produção capitalista, realizaram-se cartografias feministas sobre o trabalho, com intuito de apreender quais intensidades têm circulado na configuração dos planos de composição micropolíticos desses movimentos. Para tanto, o método cartográfico foi a metologia adequada para realização de uma pesquisa intervenção com enfoque na produção de transversalidades, a partir dos critérios de uma análise institucional. Nesse sentido, durante o interstício de quinze meses, entre os anos de 2023 e 2024, foram cartografados três coletivos de trabalhadoras rurais, vinculadas aos movimentos de economia solidária e/ou agroecologia do Uruguai. Apoiando-se em um corpo – cartógrafa sensibilizado a partir de experiências artísticas de dança e ecoperformance, e, em cartografias produzidas a partir de vivências junto às trabalhadoras rurais uruguaias, esta tese investigou demandas estético -ético-af etivas implicadas aos processos, singulares -coletivos, de individuação. Firmando – se em reflexões filosófico sociológicas, desde enfoques interdisciplinares da psicologia social e das artes, adentrou-se na complexidade do paradigma somático corpo -máquina, problematizando -o como uma das principais tecnologias a serviço dos modos de organização da existência, por conseguinte do trabalho no patriarcado capitalista. Assim, as discussões apresentadas nesta tese, versam sobre insurgências feministas concernentes aos contextos de enfrentamento aos determinismos de um capitalismo neoliberal e neocolonial. Sobretudo, apontam para necessária luta contra patriarcal. Decorrente das imersões realizadas durante a pesquisa de campo, indagou-se: quais linguagens e tecnologias pedem passagem para criação de territórios não patriarcais? Como avivar territórios corpo-terra a partir de somatopolíticas estético-ético-afetivas? Destes encontros, reconheceram-se ressentimentos e anunciaram-se reivindicações pela descolonização patriarcal desde dentro dos movimentos onde as trabalhadoras atuam. Nesse sentido, esta tese corrobora e se entrelaça aos devires micropolíticos imprescindíveis aos corpos que desejam outras realidades – neste caso – vinculadas ao mundo do trabalho enquanto modo de existência contra patriarcal. Portanto, agem para além da ruptura com o sistema capitalista. Esta tese é um convite à transindividuação e compartilha travessias engajadas à produção da existência e dos desejos vinculados à terra e sua profunda sabedoria ancestral, a qual acolhe razões-corpo em imanência, cuja expressividades anunciam territórios estético-ético-afetivos de liberdade. |
| Abstract: | This thesis argues for the primacy of the body as an insurgent territory, one through which, and within which, it becomes necessary to incorporate educational, investigative, creative, and expressive processes capable of generating and sustaining affective-ethical-aesthetic forms of labor, integrated with anti-capitalist and anti-patriarchal macropolitical struggles. To structure the arguments supporting this proposition, the following concepts are presented: transindividuation and becoming in Simondon; rhizome and becoming in Deleuze and Guattari; affect and ethics in Spinoza. These concepts serve to problematize and reveal the somatopolitical technologies implicated in the artificiali zation of individuation processes, forged through the Western expansion of a colonial modernity, in which the hegemony of a rationalist conduct was produced and the Cartesian body – machine paradigm was institutionalized. The complexity of this context is grounded in a philosophical ontology of transcendence, which this study challenges through its theoretical and practical foundations. In seeking to consolidate the relevance of a corporeal and decolonial epistemology, this research endorses the coherences of a philosophical ontology of immanence. From the engagement with social-popular movements committed to confronting capitalist modes of production, feminist cartographies of labor were carried out to apprehend the intensities circulating in the micropolitical planes of composition that emerge within these movements. For this purpose, cartography was adopted as the most adequate methodological approach, enabling an intervention-research focused on the production of transversalities, in accordance with the criteria of an institutional analysis. In that regard, over a fifteen-month period, between 2023 and 2024, three collectives of rural women workers, linked to movements for the solidarity economy and/or agroecology in Uruguay, were mapped. Grounded in a cartographic body sensitized through artistic experiences in dance and ecoper f ormance, and in maps produced through immersive experiences with these Uruguayan rural workers, the thesis investigates the aesthetic-ethical-affective demands implicated in singular – collective processes of individuation. Grounded in philosophical and sociological reflections, drawing from interdisciplinary approaches in social psychology and the arts, this thesis delved into the complexity of the somatic body -machine paradigm, problematizing it as one of the mai n technologies serving the modes of organization of existence, and consequently, labor within the capitalist patriarchy. Thus, the discussions presented in this thesis focus on feminist insurgencies emerging within contexts of confrontation with the determinisms of neoliberal and neocolonial capitalism. Above all, they point to the necessity of the struggle against patriarchy. From the immersions conducted during the field research, the following questions emerged: what languages and technologies are asking to be brought forth in the creation of non – patriarchal territories? How can body-land territories be revitalized through aesthetic-ethicalaffective somatopolitics? From these encounters, resentments were recognized and demands for patriarchal decolonization were announced from within the movements where these women workers operate. In this sense, the thesis corroborates and intertwines with the micropolitical becomings that are indispensable to bodies that long for other realities – in this case – in which labor is conceived as an anti-patriarchal mode of existence. Therefore, they act beyond the rupture with the capitalist system. This thesis is an invitation to transindividuation, and it shares journeys committed to the production of existence and desires rooted in the land and its profound ancestral wisdom, which embraces body -reason in immanence, whose expressions herald aesthetic-ethical-affective territories of freedom. |
| URI: | http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/38378 |
| Aparece nas coleções: | CT - Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e Sociedade |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| remembrandoterritorioscorpoterra.pdf | 4,74 MB | Adobe PDF | ![]() Visualizar/Abrir |
Este item está licenciada sob uma Licença Creative Commons

