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http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/38370| Título: | Pão de forma elaborado com adição de shimeji preto (Pleurotus ostreatus) para avaliação sensorial |
| Título(s) alternativo(s): | Loaf bread made with the added black shimeji (Pleurotus ostreatus) for sensory evaluation |
| Autor(es): | Gonçalves, Geovana Aparecida Alquatti |
| Orientador(es): | Lenhard, Daiane Cristina |
| Palavras-chave: | Alimentos funcionais Avaliação sensorial Cogumelos comestíveis Functional foods Sensory evaluation Mushrooms, Edible |
| Data do documento: | 5-Fev-2025 |
| Editor: | Universidade Tecnológica Federal do Paraná |
| Câmpus: | Medianeira |
| Citação: | GONÇALVES, Geovana Aparecida Alquatti. Pão de forma elaborado com adição de shimeji preto (Pleurotus ostreatus) para avaliação sensorial. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia de Alimentos) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Medianeira, 2024. |
| Resumo: | Diante das deficiências nutricionais na dieta mundial, a demanda por pães, um alimento amplamente consumido, para que sejam enriquecidos tem crescido, impulsionada também pela conscientização sobre uma vida saudável. Nesse contexto, os cogumelos, reconhecidos como alimentos funcionais, vêm ganhando espaço na panificação devido às suas propriedades nutricionais e benefícios à saúde como a presença de compostos bioativos, aminoácidos essenciais e atuarem como agentes antioxidantes, antiinflamatórios, antivirais e redutores de colesterol. Para avaliar a aceitação e a qualidade sensorial desses novos produtos, a análise sensorial desempenha um papel essencial no desenvolvimento e consolidação de inovações no mercado. Sendo assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a aceitabilidade sensorial do pão de forma adicionado de cogumelo comestível shimeji preto (Pleurotus ostreatus). Neste cenário, foram elaborados três tipos de pães de forma: formulação controle, sem adição de farinha de cogumelo (C); formulação com substituição de 10% da farinha de trigo por farinha de cogumelo seco em estufa de circulação de ar forçado (FE); formulação com substituição de 10% da farinha de trigo por farinha de cogumelo seco por liofilização (FL), as porcentagens dos ingredientes foram em relação ao valor total da farinha de trigo na massa. Os pães foram avaliados quanto as características tecnológicas de volume específico, firmeza, cor e atividade de água, e foram realizadas as análises microbiológicas e sensorial. Os pães formulados com substituição parcial da farinha de cogumelo apresentaram maiores valores de firmeza (FE: 1293,86±50,08; FL: 1857,67±10,78) e menores valores para o volume específico (FE: 2,10±0,08; FL: 1,92±0,03) em relação à amostra controle (Firmeza: 601,07±8,12; Volume específico: 3,45±0,06), ao nível de significância de 5%, sendo que a formulação FL apresentou a maior firmeza e o menor volume específico, dentre as três. Com relação a cor dos pães, verificou-se que os pães com farinha de cogumelo apresentaram escurecimento e intensificação da tonalidade avermelhada em relação à amostra controle. Ainda, verificou-se a diminuição da atividade de água das amostras com farinha de cogumelo em relação à amostra controle. Todas as formulações atenderam aos requisitos microbiológicos estabelecidos pela legislação vigente. A aceitação sensorial foi avaliada por 120 avaliadores não treinados, majoritariamente do sexo feminino, entre 18 e 25 anos, com ensino superior incompleto e renda familiar entre 2 e 5 salários-mínimos. Foi aplicado o teste de aceitação pela escala hedônica de 9 pontos avaliando os atributos aparência, sabor, textura, aroma e impressão global, enquanto a intenção de compra foi mensurada usando uma escala de 5 pontos. Os resultados indicaram que houve similaridade sensorial entre as amostras FE e FL (p>0,05), indicando que o método de secagem não influenciou a aceitação dos atributos sensoriais dos pães contendo farinha de shimeji preto. A amostra C diferiu significativamente (p≤0,05) de todas as formulações e foi considerada a mais aceita sensorialmente, embora as amostras contendo farinha de cogumelo (FE e FL) também apresentaram aceitabilidade sensorial satisfatória, considerando que todos os atributos pontuaram acima de “gostei ligeiramente” da escala hedônica. A intenção de compra pareou entre 4,26 (C), 3,24 (FL) e 3,17 (FE). Portanto, ambos os métodos de secagem estudados são viáveis para produzir farinhas de shimeji preto destinadas ao enriquecimento de produtos de panificação, como pão, pois não apresentaram diferenças significativas entre eles, apesar das mudanças sensoriais em comparação à amostra controle. Esses resultados refletem a familiaridade e a preferência pelo pão do controle, que representa um padrão mais comumente consumido entre os avaliadores. |
| Abstract: | Given the nutritional deficiencies in the global diet, the demand for bread, a widely consumed staple food, to be enriched has grown, also driven by awareness of healthy living. In this context, mushrooms, recognized as functional foods, have been gaining ground in baking due to their nutritional properties and health benefits, such as the presence of bioactive compounds and essential amino acids, and their antioxidant, anti-inflammatory, antiviral and cholesterol-lowering properties. To evaluate the acceptance and sensory quality of these new products, sensory analysis plays an essential role in the development and consolidation of innovations in the bakery market. Therefore, the aim of this study was to evaluate the sensory acceptability of loaf bread with the addition of edible black shimeji mushroom (Pleurotus ostreatus). In this scenario, three types of loaf bread were prepared: a control formulation, without the addition of mushroom flour (C); a formulation with a 10% substitution of wheat flour with conventional oven-dried mushroom flour (FE); formulation with a 10% substitution with freeze-dried mushroom flour (FL). The percentages of the ingredients were based on the total wheat flour contente in the dough. The breads were evaluated for their technological characteristics of specific volume, firmness, color and water activity, as well as microbiological and sensory analyses. The breads formulated with partial substitution of mushroom flour showed higher firmness values (FE: 1293.86±50.08; FL: 1857.67±10.78) and lower specific volume values (FE: 2.10±0.08; FL: 1.92±0.03) compared to the control sample (Firmness: 601.07±8.12; Specific volume: 3.45±0.06), at a significance level of 5%, with the FL formulation showing the highest firmness and the lowest specific volume among the three. Regarding the color of the breads, it was found that the mushroom-enriched breads exhibited darkening and an intensified reddish hue compared to the control sample. Furthermore, a decrease in water activity was observed in the samples containing mushroom flour in relation to the control sample. All formulations met the microbiological requirements established by current legislation. Sensory acceptance was evaluated by 120 untrained tasters, mostly female, between 18 and 25 years old, with incomplete higher education and family income between 2 and 5 minimum wages. The acceptance test was applied using a 9-point hedonic scale to evaluate the attributes of appearance, flavor, texture, aroma and overall impression, while purchase intention was measured using a 5-point scale. The results indicated that there was sensory similarity between the FE and FL samples (p>0.05), indicating that the drying method did not influence the acceptance of the sensory attributes of breads containing black shimeji flour. Sample C differed significantly (p≤0.05) from all formulations and was considered the most sensorially accepted, although the samples containing mushroom flour (FE and FL) also presented satisfactory sensory acceptability, considering that all attributes scored above “slightly liked” on the hedonic scale. Purchase intention scores were 4.26 (C), 3.24 (FL) and 3.17 (FE). Therefore, both drying methods studied are viable for producing black shimeji mushroom flour for enriching baked products such as bread, as they did not present significant differences between them, despite sensory changes compared to the control sample. These results reflect the familiarity and preference for the control bread, which represents a more commonly consumed standard among the evaluators. |
| URI: | http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/38370 |
| Aparece nas coleções: | MD - Engenharia de Alimentos |
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