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http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/36197| Título: | Memórias da violência: uma análise comparativa de Duas vezes junho e K. relato de uma busca |
| Título(s) alternativo(s): | Memories of violence: a comparative analysis of Duas vezes junho and K. relato de uma busca |
| Autor(es): | Suttili, Diogo |
| Orientador(es): | Fioruci, Wellington Ricardo |
| Palavras-chave: | Ficção romântica Memória na literatura Ditadura Romance fiction Memory in literature Dictatorship |
| Data do documento: | 21-Jun-2024 |
| Editor: | Universidade Tecnológica Federal do Paraná |
| Câmpus: | Pato Branco |
| Citação: | SUTTILI, Diogo. Memórias da violência: uma análise comparativa de Duas vezes junho e K. relato de uma busca. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Pato Branco, 2024. |
| Resumo: | Este trabalho tem como objetivo analisar os romances Duas vezes junho (2005), do autor argentino Martín Kohan, e K. Relato de uma busca (2022), do brasileiro Bernardo Kucinski, explorando as temáticas da memória e da violência. Considerando a memória ditatorial nos dois países como um espaço em disputa, percebe-se que nas duas obras a memória emerge de duas perspectivas: a dos grupos que colaboraram com o regime e a dos silenciados pela repressão. Para esta análise, foram utilizados autores como Maurice Halbwachs (2004), Paul Ricoeur (2008) e Pierre Nora (2012). As violências ditatoriais foram observadas tanto durante os regimes autoritários quanto nos romances, englobando não apenas torturas e assassinatos, mas também as relações de poder, burocracias e falsas informações. Como aporte teórico, foram utilizados os estudos de Michel Foucault (1997, 1999), Pierre Bourdieu (1998, 1999) e Hannah Arendt (1999). Com suas narrativas fragmentadas, os romances não seguem somente uma voz, mas revelam os restos de um passado que ainda reverbera. Essas obras tornam-se fundamentais para a literatura argentina e brasileira, pois funcionam como instrumentos que comunicam as experiências vividas durante a ditadura, mantendo viva a memória desse trauma para todas as gerações. |
| Abstract: | This paper aims to analyze the novels Duas vezes junho (2005), by the Argentine author Martín Kohan, and K. Relato de uma busca (2022), by the Brazilian author Bernardo Kucinski, exploring the themes of memory and violence. Considering the memory of the dictatorship in both countries as a disputed space, it can be seen that in both works memory emerges from two perspectives: that of the groups that collaborated with the regime and that of those silenced by the repression. For this analysis, authors such as Maurice Halbwachs (2004), Paul Ricoeur (2008) and Pierre Nora (2012) were used. Dictatorial violence was observed both during authoritarian regimes and in the novels, encompassing not only torture and murder, but also power relations, bureaucracies and false information. Michel Foucault (1997, 1999), Pierre Bourdieu (1998, 1999) and Hannah Arendt (1999) were used as theoretical frameworks. With their fragmented narratives, the novels do not just follow one voice, but reveal the remains of a past that still reverberates. These works have become fundamental to Argentine and Brazilian literature, as they function as instruments that communicate the experiences lived during the dictatorship, keeping the memory of this trauma alive for all generations. |
| URI: | http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/36197 |
| Aparece nas coleções: | PB - Licenciatura em Letras |
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